Para quem não sabe , o http://www.jame-world.com/br/ é um site de J-Music muito completo , com noticias fresquinhas direto da terra do sol nascente . Os meninos do ABS deram uma entrevista no ano passado logo após gravarem o seu DVD Live Japan Tour 2008 .
Entrevista com o abingdon boys school
ENTREVISTA - 28.09.2008 Autor : Non-Non ; tradução :
Em uma entrevista exclusiva, o abingdon boys school nos conta sobre as origens, os trabalhos e as opiniões do grupo.
Desde seu ínicio, há cerca de três anos atrás, o abingdon boys school passou a chamar muita atenção. Não apenas porque a banda é comandada pelo vocalista Takanori Nishikawa (T.M.Revolution), mas também, e principalmente, por causa de seu estilo cativante de pop-rock.
Neste ano, a banda lançou seu primeiro DVD e poucos tempo depois, o JaME conversou com os quatro membros da banda para uma longa entrevista.
Por favor se apresentem para os nosso leitores do JaME.
Nishikawa: Eu sou Nishikawa, vocalista do abingdon boys school.
SUNAO: Eu sou o guitarrista SUNAO. Prazer.
Shibasaki: Eu sou guitarrista, Shibasaki.
Kishi: Eu sou tecladista e programador, Kishi.
Vocês já se conheciam quando trabalhavam no projeto T.M.Revolution, mas por favor nos contem como vocês quatro se conheceram originalmente e o que fez vocês criarem o abingdon boys school.
Nishikawa: Bem, primeiro eu conheci SUNAO na turnê do T.M.Revolution, e isso foi há mais de 10 anos atrás... ou talvez foi há 10 anos? De qualquer jeito, desde então nós temos trabalhado juntos em turnês e em gravações. Durante esse tempo eu estive pensando sobre as minhas raízes musicais, e queria ver se havia algo novo que eu poderia fazer como uma banda. Através de um conhecido, eu fui apresentado ao Shibasaki, já que eu gostava de sua música.
Era por causa do WANDS?
Nishikawa: Depois do WANDS, ele tocou no al.ni.co. que era uma dupla. Nessa época eu fazia um programa de rádio no Japão chamado All Night Nippon, e tocava suas músicas e os recomendava para os ouvintes. (risos) Mas eu fiquei meio frustrado porque eles não foram aceitos por muita gente. (risos) Mas eu estava sempre tocando as músicas deles no rádio, e aconteceu que um amigo meu os conhecia, então ele me apresentou. Então nós começamos a conversar, nos demos bem, então eu pedi para ele tocar nas turnês do T.M.Revolution. Os membros se reuniram assim e eu pensei em criar algo. Naquela época o mangá "NANA" tinha virado filme, então havia uma conversa sobre fazer algo como um tributo para o mangá, para chamar mais atenção para o mangá e para o filme. Então tetsu, o baixista do L'Arc~en~Ciel nos recomendou para fazer alguma coisa, então começamos a trabalhar. Nessa época, nós achamos que era uma boa hora, já que nós poderíamos fazer algo interessante. Kishi era um colega de Shibasaki na escola de música. Quando nós nos conhecemos pela primeira vez, ele me deu uma fita demo e ele me disse "Agora eu estou fazendo essas coisas", e era muito impressionante, então nós conversamos e decidimos que queríamos fazer aquela música. E os membros que estavam comigo na turnê eram...
Kishi: Nós!
Nishikawa: Então todos nós nos encontramos em um estúdio de gravações. Nós sempre falávamos como seria legal se nós três pudéssemos fazer algo juntos, então forçamos Kishi-kun a se juntar à nós no estúdio. (risos)
Vocês já queriam formar uma banda por um longo tempo?
Nishikawa: Sim. Mas não apenas uma banda, eu sempre quis fazer algo musical com todos que eu conheço.
Ao invés da formação normal de vocalista, guitarrista, baixista, baterista, vocês escolheram um vocalista, dois guitarristas e um tecladista. Por que vocês escolheram essa formação ao invés da convencional?
SUNAO: Uhn...Isso aconteceu assim. (risos)
Nishikawa: E eu conheço o estilo de banda normal onde existe um baterista e um baixista para criar e manter o ritmo, mas nós já tínhamos um programador. Então nós não precisávamos de um baterista e um baixista, e nós queríamos fazer mais trabalhos usando loops e sequencers no futuro também, então funciona muito bem para nós.
É um novo estilo.
SUNAO: No gênero do rock, é um novo estilo, eu acho.
Kishi: Sem dúvida nenhuma nós somos uma banda.
SUNAO: Pessoalmente eu gosto de bateria, sons de bateria e o estilo de um baterista. Então nós podemos escolher com liberdade o tipo de ritmo para combinar com a música. Não tanto agora, mas eu acho que nós temos a possibilidade de tentar várias coisas musicalmente no futuro.
Entendo. Então vocês ainda não sabem o que vocês farão musicalmente daqui pra frente?
Todos: Não...
Kishi: Talvez não mudemos, mas nós podemos mudar. Nós gostamos de ter essa flexibilidade.
Nishikawa: Talvez você ache estranho mas o número de integrantes pode aumentar por causa disso (risos) Tipo, "Hey, você finalmente entrou também!?" (cai na gargalhada)
Qual é o conceito da banda? O nome da banda vem de uma escola britânica para garotos.
Nishikawa: Sim. No começo eu só estava brincando com as palavras. Me chamavam de Tabou quando criança por que o meu nome é Takanori, e quando eu vou para o exterior, me chamam de 'turbo' já que soa parecido. E eu também gosto de esportes automobilísticos, então eu uso nomes que tem a ver com o automobilismo de várias maneiras. Antes de usar o nome de abingdon boys school, eu pensei que 'anti-lock brake system’ (Sistemas de frenagem anti-bloqueio em português), que é chamado de ABS, soava legal. (risos) Mas não tinha nenhum outro significado. (risos)
SUNAO: Então significava apenas isso, ABS. (risos)
Nishikawa: Então eu pensei em outros nomes. Nós somos da mesma geração, e nós éramos como colegas de classe se reunindo novamente para formar uma banda. Então eu olhei em vários livros, e acabei encontrando um colégio interno chamado Abingdon School em Oxford, e eu pensei "Oh, isso soa bacana..." Você sabe, o Radiohead eram colegas de classe que se juntaram para fazer uma banda e nós eramos como eles, então eu pensei "Vamos fazer isso também." (risos)
Você gosta de dirigir carros?
Nishikawa: Sim, eu gosto, e eu gosto de mexer neles também.
No seu DVD ao vivo, o cenário do palco era um carro.
Nishikawa: Já que nos apresentamos em casas de shows, era um MINI Cooper (risos), mas quando ficarmos mais famosos, talvez nós mudemos para um Jaguar. (risos) Depois quem sabe um Aston Martin. (risos)
Você desenhou esta coroa que parece como um emblema de uma escola?
Nishikawa: Sim, nós pensamos sobre o conceito. E nós imaginamos um colégio interno. Nós pensamos sobre os designs, como camisetas e coisas do tipo, com um artista de design gráfico.
Então é totalmente algo original seu?
Nishikawa: É sim.
Vocês quatro já são músicos experientes; por favor nos contem sobre o processo de como vocês trabalham juntos para criar suas músicas e letras.
SUNAO: Todos nós trazemos músicas em fitas demo, então nós quatro nos reunimos em um estúdio para tocá-las e nós discutimos bastante as coisas.
Você deixam as letras por último?
SUNAO: Sim. Quando nós decidimos a composição e revisamos os detalhes, nós pedimos ao Nishikawa para fazer as letras.
Vocês trazem fitas demo e se juntam para uma reunião e selecionam as músicas, certo?
Kishi: Sim. Com o som, cada membro possui o seu próprio território, e nós trabalhamos em nossas próprias partes enquanto consultamos os outros integrantes do tipo, "Por favor faça isso. Eu vou cuidar disso."
Vocês não tem nenhum conflito de idéias?
SUNAO: Sim, nós temos. Nós discutimos às vezes.
Então existem coisas das quais vocês não podem desistir?
SUNAO: Bem, cada um é responsável pela sua própria parte e todos possuem confiança naquilo que fazem, então às vezes nós brigamos. Mas nós nunca falamos "Eu desisto!" (risos) Nós tentamos discutir o que é bom e tentamos melhorar as coisas.
Nishikawa: Começar uma banda de novo depois de ficar velho é fisicamente muito difícil, então várias vezes me perguntam "Por que você ousou criar uma banda?" Cada um de nós já passou pela experiência de tocar em uma banda e chegar no ponto de dizer "Chega!" "Eu não agüento mais isso!" (risos) Eu acho que porque nós já passamos por essas experiências é que podemos lidar com essas coisas, e sermos mais flexíveis. Por exemplo, antes, se alguma coisa era rejeitada e eu não tinha nenhuma outra sugestão sobre o que fazer, eu dizia "É isso ou nada!" mas agora eu digo "Bem, e que tal isso aqui?" Eu acho que eu lido com as coisas de um jeito diferente agora. Existem mais possibilidades, então de um certo modo é mais divertido. Eu recomendo isso, apesar que nem todos querem trabalhar assim. (risos)
Kishi: Eu acho que é possível trabalhar desse jeito porque todos nós temos um espacinho maior para criar as coisas. Nós confiamos uns nos outros também, é tipo, tudo bem deixar as partes de guitarra com esses dois guitarristas, ou não tem problema em deixar a parte do vocal para o Nishikawa-kun.
Você consegue colocar as letras logo depois de receber a música?
Nishikawa: Oh, não... existem vezes em que eu realmente não consigo decidir o que fazer. Esses três caras fazem uma música bem única, e suas personalidades podem ser vistas claramente com sua experiência. Quando eu ouvi do Kishi que sua música era instrumental e era chamada de 'trabalho de arte' me fez pensar "Não tem nenhum vocal!" (risos) Mas ele tem um senso de melodias japonesas, então letras íntimas e emotivas combinam melhor com sua música. Com o SUNAO é tipo, "Eu não ligo para os detalhes, mas vamos agitar!" (risos), então é muito interessante. As músicas do Shiba são as mais difíceis! (risos) Ele imagina letras em japonês, mas eu gosto de colocar inglês em todas as bases da música. (risos) Geralmente as letras me japonês possuem muitas consoantes, mas no caso dele os sons vogais são muito fortes, então às vezes eu penso "É impossível colocar letras em japonês!" (risos) Entretanto, quando eu as forço, eu posso fazer canções que possuem um clima diferente e interessante.
Quando você cria as músicas, você decide o tema?
Shibasaki: Concretamente falando, eu acho que eu coloco a essência dos cenários em diferentes lugares da música, mas eu não explico essa imagem claramente ou diretamente usando palavras. Eu gosto de inglês aleatório, e eu coloco isso nas minhas demos, eu tento japonês também, mas japonês aleatório pode ser difícil. (risos) Então eu gravo vocais com palavras aleatórias em inglês, então a imagem se torna naquilo que eu quero.
Nishikawa: Verdade! Eu me sinto atraído por elas. (risos) Ele canta muito bem. (risos) É como, "Oh, isso é muito bom, não é?" (risos)
Kishi: Eu desenho cenários. Primeiro, eu crio um esboço do cenário na minha cabeça, mas eu não o expresso com minhas palavras, então eu escrevo as músicas enquanto imagino os quatro integrantes.
Quando vocês trabalham em um novo material, qual é o objetivo para estas músicas? Vocês pensam sobre o que soaria melhor quando tocado ao vivo?
Nishikawa: Até o nosso primeiro álbum, nós só fizemos o que queríamos, mas depois do fim da nossa turnê one-man em Fevereiro desse ano, eu acho que nós mudamos. Nós começamos a pensar sobre que tipo músicas nós queríamos, que tipo de músicas nós precisávamos e como seria interessante em tentar coisas diferentes.
Vocês modificam suas músicas para o show em relação à gravação original?
Kishi: Basicamente nós não mudamos os arranjos, mas nós modificamos o início e o fim para soar melhor no palco. E pequenos detalhes também mudam bastante.
Nishikawa: Esses dois... bem, eles são guitarristas...
SUNAO: Nós só usamos duas guitarras em nossos shows, então nós temos que pensar em como nos misturar ou omitir certas partes de nossas gravações. Mas geralmente dá certo.
Vocês usam coisas pré-gravadas em seus shows?
SUNAO: Sim, fazemos isso também.
Nishikawa: Apenas algumas partes, como barulhos e coisas assim. Basicamente, eles continuam tocando o tempo todo.
SUNAO: Nós tentamos tocar ao vivo em nossos shows.
Shibasaki: Nós estendemos ou encolhemos a composição, mas ainda não chegamos no ponto de ficarmos cansados de algo e querer trocar os arranjos.
Os arranjos podem mudar à medida que vocês fazem shows.
Nishikawa: Isso. Talvez, como Shibasaki disse antes, eu acho que depende se nós ficarmos cansados de tocar alguma coisa. Mas além das coisas que nós pensamos, nós temos que pensar nas as pessoas que vem assistir os nossos shows para ouvir aquela música, então eu suponho que seja uma questão de o que queremos colocar em primeiro lugar.
Kishi: Eu acho que isso é algo em que teremos que prestar atenção daqui pra frente. Agora nós pretendemos fazer apenas o que nós queremos, então tocamos igual ao CD. Mas, se eu pensar sobre como nós atingimos o público nos shows, eu quero tentar fazer coisas como cortar frases, ou fazer outras frases importantes se destacarem mais ao cortar algumas coisas.
Considerando que a maioria de seus fãs internacionais não entende japonês, parece que eles se emocionam com o som de sua música e a voz de Nishikawa...
Nishikawa: Hahahaha! Sim, eu acho que é isso... obrigado! (risos)
Existe uma certa mensagem que vocês estão tentando transmitir aos seus fãs? Quais são alguns dos temas de suas músicas?
Nishikawa: Um... Deixe-me pensar...
Você parece muito feliz no seu DVD ao vivo.
Nishikawa: É, esse é o negócio. Eu disse antes sobre como pode ser interessante tocar em uma banda depois de ganhar experiência. Eu acho que existem vários jeitos de descobrir coisas em comum com as pessoas; você sabe, internet, e-mail e celulares também fazem parte disso, mas eu acho que criar uma banda também é parte disso. Nós podemos comunicar coisas através do que fazemos, eu acho. Nós quatro possuímos o nosso próprio mundo e olhamos para nossa música várias e várias vezes. Então antes de fazer as pessoas felizes, é importante poder amar a banda e a música que fazemos. Fazendo isso eu acho que podemos fazer várias coisas acontecerem. Dê uma olhada nos nossos shows e você pode ver como nós gostamos deles e como interagimos com o nosso público. E por causa disso o nosso público continua aumentando. Paz mundial através da música talvez não soe tão real, especialmente falando isso daqui do Japão, mas todos nós somos humanos, e se nós não encontrarmos algo em comum como humanos, sempre haverão problemas como as guerras. Então nós queremos mostrar para as pessoas como nós adoramos música, e fazer com que eles escutem as nossas músicas e fazê-los felizes através delas. Eu espero que isso os encoraje, e talvez um dia nós possamos ir até o país deles e fazer um show lá.
Dá pra sentir que vocês estão se divertindo.
Nishikawa: Bem, para fazer as pessoas gostarem da nossa música, nós é que temos que gostar dela em primeiro lugar.
Vocês participaram de uma música para o álbum tributo ao BUCK-TICK com um cover da música Dress. Como foi decidido que vocês fariam parte do tributo e por que vocês escolheram essa música do repertório da banda em particular?
Nishikawa: Antes do abingdon boys school, quando eu tinha uns 20 anos, eu estava em uma banda, e naquela época eu fazia parte do mesmo grupo que gerenciava a carreira do BUCK-TICK. Eles eram os meus seniores, mas muito tempo passou, e eu fui convidado para o aniversário de 20 anos do BUCK-TICK. Eles cuidaram bastante de mim, mas eu ainda não tinha devolvido o favor, então eu contei para os membros sobre essa oportunidade, e então eles me falaram "É claro que faremos!", e decidimos que música seria melhor. Deixe me ver... qual foi a razão para selecioná-la?
Kishi: Eu também escutava às músicas do BUCK-TICK, mas bem menos do que o Nishikawa-kun, e eu escutei vários remixes de Dress. Eu gostava bastante, tanto da música original quanto o remix. Eu estava pensando vagamente se seria interessante se outras músicas fossem assim. Mas era uma música feita por Hoshino, então eu me perguntei porque ela não era uma de suas músicas principais, mas Nishikawa-kun disse que talvez isso fosse uma coisa boa. E eu pensei que a melodia dessa música tinha um clima triste, o que era ótimo, e eu pensei que nós poderíamos transformá-la em algo mais dramático.
Nishikawa: Eu pensei que talvez muitas pessoas gostariam de tocar músicas feitas pelo outro guitarrista; Imai tem um monte de singles lançados. E eu gosto muito de Dress e JUPITER, e coincidentemente ambas foram feitas por Hoshino. JUPITER era a música que eu realmente queria fazer, mas sua impressão era muito forte, porque eu gostava muito da versão original, então eu não poderia mudá-la. (risos) Então eu pensei que Dress seria interessante para tocar.
Como vocês acabaram fazendo?
Shibasaki: A música original tinha uma melodia muito boa, então nós podíamos fazer várias coisas com ela.
Nishikawa: Sim. E a música original parecia ser mais uma seqüência sem frases ou ritmos típicos de guitarra.
SUNAO: A versão que eu ouvi não tinha sons de guitarra.
Foi difícil colocar sons de guitarra nela?
SUNAO: Não, pelo contrário, eu pude fazer isso com liberdade, já que não havia nada no caminho e eu não tinha que pensar em coisas tipo, deixar uma coisa aqui, ou mudar alguma coisa ali.
Shibasaki: Eu acho que é muito difícil esquecer da música original, mas eu queria fazer como se ela fosse uma música original nossa.
Falando de covers, se vocês tivessem a chance de fazer um projeto parecido, mas um tributo ao abingdon boys school, quais músicas que vocês gostariam de ver e em que tipo de estilo?
Todos: Ohhhh! (risos) Ahhhhhh, entendi.
SUNAO: Eu gostaria de ver como todas as músicas ficariam. Em relação às músicas, HOWLING é a mais especial para mim, então eu gostaria de ver como ela mudaria, eu acho.
Vocês gostariam que elas mudassem totalmente?
Kishi: Eu quero que nossas canções sejam orgânicas. Nossa música é cheia de elementos elétricos. Então seria interessante se fosse algo orgânico, como bossa nova, ou algo assim. Eu não acho que poderíamos fazer isso, acho que nós a deixaríamos agitada demais.
Nishikawa: Vamos ver... Tem uma música, Desert Rose, que é a resposta para DOWN TO YOU. Desert Rose é construída simplesmente como a seqüência da história de DOWN TO YOU. Então seria interessante ver harmonias entre vocais masculinos e femininos, e como eu posso dizer... também seria interessante ter uma cantora com um rapper, ou um cantor com uma rapper cantando juntos, já que isso ainda não é muito comum no Japão.
Shibasaki: Essa é uma boa idéia. (risos)
Nishikawa: Oh, claro, muito boa. (risos)
SUNAO: Eu acho que podemos fazer isso. (risos)
Nishikawa: Bem, nós já conversamos sobre isso antes. (risos) Nós queríamos tocar com um convidado.
Sua música mudaria se uma vocalista cantasse com vocês.
Nishikawa: Bem, nós quatro tocamos com vários músicos. Na verdade nós convidamos um músico para este DVD ao vivo e para o nosso álbum. Agora nós só estamos fazendo isso no Japão, mas nós queremos tocar com artistas estrangeiros no futuro.
Vocês podem ser bem flexíveis. Talvez vocês possam convidar um percussionista.
Nishikawa: Sim.
Ano passado, vocês se apresentaram no "Live Earth", um evento para combater o aquecimento global. O evento aconteceu em diversos locais ao redor do mundo e foi muito promovido pela mídia. Como foi para vocês participarem deste evento?
Nishikawa: Honestamente, para os eventos estrangeiros como Londres ou nos EUA, os conceitos deles estavam claros e a conscientização do publico também era alta, então o evento foi bem mesmo o tema sendo difícil, sobre ecologia e o meio ambiente. Entretanto, o evento no Japão era só um evento musical.…
Kishi: É. Eram apenas músicos tocando no palco um atrás do outro.
Não era do tipo, todos fazendo o show juntos?
Nishikawa: Nós não interagimos nada com os outros artistas, e as bandas selecionadas para o evento foram...talvez equivocadas. Nós queríamos estar realmente entusiasmados para um evento tão legal, mas foi uma pena, porque nós sentimos que não pudemos transmitir essa mensagem para todos.
Kishi: No backstage também era assim. Os camarins eram separados mesmo todos participando do evento juntos.
Então era bem japonês. (risos)
Nishikawa: Verdade! Bem japonês! (risos) Então, depois da nossa vez, nós entramos na internet e assistimos a transmissão dos shows do exterior enquanto assistíamos TV no Japão também. Os eventos do exterior pareciam tão divertidos! Os estrangeiros que vieram pareciam ter se divertido. No Japão, pareceu que os fãs de cada artista se divertiram mas a proposta do evento não foi expressada corretamente.
Kishi: Isso, verdade. Não houve muito contato entre os artistas.
Eu lembro que a última parte do hide memorial summit (evento em memória de hide que aconteceu no Ajinomoto Stadium nos dias 3 e 4 de Maio de 2008) foi ótima porque quase todos os artistas se juntaram no palco e tocaram juntos.
Nishikawa: É, isso teria sido legal. O do BUCK-TICK também foi muito bom. Na verdade, nós nos apresentamos lá e foi ótimo.
Eu acho que haviam várias barreiras no Live Earth. (risos)
SUNAO: Nos ensaios, eu acho que eu só conversei com o staff do Linkin Park.
Nishikawa: Os integrantes chegaram no dia do show e então voltaram pra casa no mesmo dia.
Este evento foi organizado simultaneamente em sete continentes, mas e o fuso horário? Imagino se todo mundo tocou ao mesmo tempo?
Nishikawa: Nós tocamos ao mesmo tempo. Era tipo, um lugar acabava e então outro lugar começava.
Participar deste evento os tornou mais conscientes do aquecimento global?
SUNAO: Sim, eu acho que sim.
Nishikawa: No Japão, nós estamos cientes disso, mas eu acho que um evento musical para ajudar a transmitir essa mensagem também é bom. Eu sei que na verdade nós usamos muita eletricidade para fazer música, então isso está destruindo o meio-ambiente de uma certa maneira. (risos) Mas pense em como isso educa as pessoas, um evento musical como esse é muito bom, então nós gostaríamos de participar novamente. Houveram algumas conversas sobre realizá-lo novamente este ano, e eu disse que ficaríamos felizes em participar. Por causa do que aconteceu ano passado, nós decidimos que iríamos visitar os camarins de todo mundo no evento. (risos) Mas parece que não vai acontecer de novo esse ano, o que é uma pena.
Recentemente, o T.M.Revolution se apresentou como um artista solo em Nova York. O que você achou disso?
Nishikawa: Eu não tinha feito shows por um tempo, então eu fiquei feliz que eu pude fazer um. Eu acho que os fãs americanos trabalharam muito duro para realizar este evento e eu não acho que teria ido se não fosse por eles. Já no painel de discussões, eu fiz um vídeo mostrando o T.M.Revolution, é claro, e o abingdon boys school. Foi ótimo poder contar para as pessoas sobre estes grupos. Então, muitas pessoas de vários países foram até o local para ver o nosso show, e começaram a negociar conosco, nos chamando para ir no evento deles. Eu fiquei muito feliz. Eu acho que seria ótimo fazer um show do abingdon boys school no exterior ano que vem.
Você sentiu que a música japonesa está se tornando cada vez mais popular no exterior?
Nishikawa: Você acha? É difícil dizer. Isso é como um sonho para mim, de verdade. Sabe, quando eu era criança eu nunca imaginei que seria possível uma banda japonesa ter a oportunidade de tocar no exterior. Entretanto, eu acho que ainda é um mercado desconhecido, então é importante continuar lutando por isso e não desistir.
Mas parece que isso irá continuar.
Nishikawa: Sim, eu acho que vai. Sabe, 100.000 pessoas estiveram naquele evento, de todas as partes dos EUA, e eu acho que ainda mais pessoas queriam ter ido. Então uma entre dez pessoas, ou uma entre cinco pessoas iria nos conhecer, através das nossas músicas em japonês e gradualmente esse número iria aumentar, então as coisas realmente iriam mudar.
Então você tem consciência disso, ou você tenta mostrar sua 'japonesidade' (sic)?
Nishikawa: Hm, deixe me pensar. Eu acho que não. Mas existem artistas que você acha que seriam bem recebidos por um público estrangeiro por causa da 'ocidentalidade' de sua música, mas isso não é necessariamente o que acontece. Eu não acho que seja um problema ser mais japonês ou mais ocidental, mas apenas fazer o que você quer, e fazê-lo o melhor possível. Eu acho que o público realmente sente isso, e é isso que queremos fazer, fazer o nosso melhor.
Ótima resposta. Então vocês começaram a mostrar isso para o público americano.
Kishi: Eu espero que sim. O som que eu faço talvez seja japonês, mas eu não tento fazer, ou forçar, um som japonês.
Vocês não pensam em usar instrumentos japoneses em sua música como o taiko ou o koto?
Kishi: Bem, quando fizermos um remix, talvez usemos eles.
Nishikawa: Nós já fizemos isso antes...
Você já usou um yukata japonês?
Nishikawa: Não, eu não. Mas talvez isso seja interessante, como uma brincadeira.
Vocês têm mais um estilo britânico então...
Nishikawa: (risos) Oh, yeah!
Kishi: ...mas o nosso som não é britânico. (risos)
Nishikawa: Metade dos nossos integrantes nunca foram para Londres! (risos)
SUNAO: Eu cresci ouvindo música ocidental, mas eu sou japonês. Eu não estou muito ciente do estilo de música que eu faço, na verdade ele apenas flui naturalmente. Eu não gosto de pensar 'Eu estou fazendo música ocidental' nem 'Eu estou fazendo música japonesa'. Eu só faço o que eu faço.
Shibasaki: Sempre nos perguntam sobre a individualidade da banda, mas eu acho que enquanto fomos honestos com nós mesmos, naquilo que queremos fazer, nossa música vai ultrapassar essas barreiras.
Mudando de assunto, para descontrair um pouco, e usando a idéia de uma "escola de garotos," por favor compartilhem com seus fãs uma memória da sua adolescência que seja importante para você.
Shibasaki: No primeiro colegial, eu trabalhava duro para jogar tênis dia e noite. Eu lembro que eu praticava de manhã e depois da escola.
SUNAO: Quando eu estava no primeiro colegial, eu estava com tudo. Eu me esforçava bastante para tocar guitarra, tocar em uma banda, estudar e praticar esportes. Foi uma época em que eu tentei tudo, amizade e amor. Eu até fui o presidente estudantil na minha escola. Eu fui o presidente por dois anos, do primeiro ao terceiro ano.
Nishikawa: Uau! (risos)
Então você é como o presidente da banda?
Nishikawa: Nem um pouco! (risos)
Shibasaki: Ele é mais do tipo de pessoa que recebe ordens, ao invés de tomar a iniciativa.
SUNAO: Minhas lembranças daquele período ainda estão tão vivas que eu ainda sonho bastante sobre o colegial. Eu sonho estar falando com os meus amigos na sala de aula.
Nishikawa: Tá brincando!
Então você nunca foi um rebelde?
SUNAO: Bom, eu tinha amigos que eran rebeldes, mas eu também tinha amigos que eram mais sérios, os primeiros da classe.
Nishikawa: Hahahaha. (continua rindo enquanto escuta SUNAO)
Kishi: Parece que ele está tentando dizer que ele era mau.
SUNAO: Eu só observava, eu odiava discriminar as pessoas dizendo que eles eram bons ou maus.
Nishikawa: Isso é hilário, SUNAO, nos conte mais! (continua rindo e suspira)
Kishi: Enquanto o Shiba praticava tênis, eu praticava esgrima. Era divertido, mas o treino era duro e eu costumava me machucar. (risos) Para treinar meus reflexos, eu costumava praticar desviando rapidamente dos golpes do oponente sem usar nenhum protetor. Se eu demorasse muito, era atingido, então eu ficava um pouquinho ensangüentado. (aponta para o peito) E por causa desse treinamento, até hoje quando alguém me toca, eu me mexo instintivamente, e eu também sonho com isso às vezes.
SUNAO: As atividades escolares era muito difíceis na nossa época.
Kishi: Verdade, elas eram. Meu objetivo naquela época era poder participar de torneios, para que eu pudesse viajar para outros lugares nas nossas viagens. Então eu tinha que vencer o torneio da minha prefeitura para avançar para a próxima competição, que aconteceria em outro lugar. Eu gostava de turnês tanto quanto hoje.
Você se exercitava bastante, como se você estivesse se punindo.
Kishi: Bem... Nem tanto assim. (risos)
Nishikawa: Eu fiz uma banda quando eu estava no colegial, e nós fizemos o nosso primeiro show no nosso festival escolar. Eu também era do clube de handebol, e o professor supervisor era um dos executivos do festival da escola. Ele era meio difícil de lidar, eu não acho que ele era um bom comunicador. Já que eu queria ter uma banda no festival, eu senti que tinha que falar com ele, e isso foi difícil já que nós tínhamos saído do clube e nós estávamos no fim do nosso terceiro ano. Eu não queria falar com ele, mas acabei conversando. Nós explicamos tudo para ele, e inexplicavelmente ele nos apoiou e nos disse para tentar. Eu nunca tinha visto ele daquele jeito, então minha opinião sobre ele mudou, eu acho. (risos) Até aquela época eu não me esforçava muito na atividades do clube, então foi ótimo que ele disse aquilo para nós.
Eu acho que as pessoas que participavam de bandas eram vistos como hooligans...
Nishikawa: Eu morava no interior, então era exatamente assim!
SUNAO: Eu também. Como eu tinha um instrumento, muitas pessoas olhavam para mim desse jeito.
Kishi: Verdade? Com a gente não era assim. (olha para Shibasaki)
Nishikawa: Porque vocês moravam na cidade! (risos)
Kishi: Hooligans não tinham instrumentos.
Ano passado, vocês ficaram bem ativos com o lançamento de três singles e um álbum, mas neste ano, vocês só lançaram um DVD. Quando poderemos ver mais algum material inédito do abingdon boys school? Poderiam nos dar alguma informação sobre os seus novos trabalhos ou projetos?
Nishikawa: Nós faremos uma turnê daqui pra frente, o que fazemos todos os anos; MATCH UP '08, de Julho à Agosto neste verão.
Vocês tem planos de lançar alguma coisa num futuro próximo?
Nishikawa: Nós iremos lançar coisas daqui pra frente já que agora estamos trabalhando no nosso novo material, na verdade nós vamos tocar uma música nova no nosso show hoje.
Vocês poderiam deixar uma mensagem final para os nossos leitores do JaME?
Shibasaki: Eu estou muito feliz que as pessoas no exterior nos conheçam. É meio inacreditável, mas é fantástico. Eu quero ir para o exterior para fazer shows, então por favor espere por nós até podermos ir até o seu país.
SUNAO: Eu estou honrado que tantos de vocês nos conheçam através da internet e dos nossos CDs. Se pudermos, nós adoraríamos ir para o seu país e tocar ao vivo. Seria ótimo poder ver vocês! Eu estou ansioso por esta oportunidade!
Kishi: Nós fazemos nossas músicas enquanto examinamos cada som e cuidamos deles muito bem, então eu ficarei feliz se o número de pessoas que nos escutam aumente, mesmo que seja apenas uma pessoa por dia. Eu vou continuar criando, então por favor escutem nossas músicas.
Nishikawa: Eu estou muito honrado por tantas pessoas fora do Japão estarem nos conhecendo. Nós queremos aumentar nossas chances de tocar no exterior. Na primavera eu fui para Nova York como T.M.Revolution e muitos fãs me pediram para vir e tocar em outros eventos também. Por favor, continuem nos contando sobre quando e onde vocês querem que nós toquemos! Nós estamos ansiosos pelas suas respostas!
Por e-mail ou por carta.
Nishikawa: Ah, claro. Na verdade, na nossa página oficial, muitas pessoas escrevem em inglês, não apenas em japonês, e nós lemos tudo o que eles escrevem, então seria ótimo poder ir e tocar novamente no exterior.
Aonde vocês querem tocar?
Nishikawa: Hmm, por enquanto eu quero tocar em lugares que eu nunca visitei. Existem tantos lugares para os quais eu nunca fui, então qualquer lugar seria ótimo!
E que tal o Reino Unido?
Todos: Oh, sim!!! É claro!
Nishikawa: Eu quero ir para lá! Nos deixem ir! Por favor!
SUNAO: Isso! E vamos tocar no festival Abingdon School! (risos)
segunda-feira, 23 de março de 2009
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